FRANCISCO ESTEVES

O Comendador Francisco Esteves foi quem, na década de 30/40, deu inicio a uma actividade agrícola a cuja exploração, na época, atribui o nome comercial de Casa Agrícola de Francisco Esteves Gaspar de Carvalho. Embora na fase inicial a produção de fruta fosse maioritariamente para consumo familiar, o sector vitivinícola, porém, foi-se estrategicamente expandindo com o objectivo de poder, gradualmente abastecer de vinho o comercio local que, na altura, registava assinalável consumo.
Em 1951, promoveu outras actividades congéneres. Pôs em funcionamento um alambique (destilação de bagaço) e um lagar de azeite , equipada na época com moinho de pedra, prensas e capachos.


Com a aquisição de terrenos no inicio da década de 60, Francisco Esteves deu, efectivamente, um grande impulso na sua actividade agrícola, povoando-os com plantações de arvore de fruto. Na Quinta de S. Francisco, em Valhelhas, privilegiou inicialmente a produção Golden, e aumentou sobremaneira o plantio da vinha, porque o alto consumo assim o justificava. Mais tarde, já na década de 70, procedeu à plantação de outras variedades de maça, de pêssego e de pêra, aumentando assim, a produção global de fruta, que normalmente vendia na árvore.


Possuindo uma predilecção pelo associativismo, planificou e concretizou, com outros produtores de fruta, a constituição da Cooperativa de Fruta do Distrito da Guarda, de que foi dirigente durante alguns anos. Todavia, o volume de produção de maça, no Vale do Zêzere, tê-lo-á incentivado a construir em Valhelhas sobre a alçada da Cooperativa da Guarda, uma ramificação daquela, equipada com calibragem e frio controlado, evitando desta forma, que os produtores desta zona tivessem de suportar o transporte da sua fruta para a Guarda.


A proliferação de Adegas Cooperativas na região, a par de legislação de controlo de sanidade das uvas, esteve na origem da alteração deste sector na Casa Agrícola que, no inicio da década de 80, deixou de comercializar o vinho passando a entregar as uvas na Adega Cooperativa da Covilhã, de que se fez sócio.
Tendo Francisco Esteves falecido em 1992, a continuidade da actividade agrícola passou a fazer-se em nome de Casa Agrícola Francisco Esteves, Lda.
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